Hoje é meu aniversário. Estou feliz. Tenho o presente de presente.

Escrito por Sérgio às 20h03
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Luis Fernando Ramos é um grande crítico. Brigava com unhas e dentes pelo Teatro na revista Palco e Platéia, quando eu comecei a fazer teatro. Fui seu aluno de pós na Eca, e o convidei para a banca do meu mestrado, na qual ele honrou nossa amizade sendo meu crítico mais severo. Estava preocupado com a Ilustrada, agora não mais. Ele vai saber fazer frente à corrente mais medíocre, da fofoca e jabá. Fico orgulhoso dele ser meu sucessor.

Além do mais, ele pega o bastão endossando meu entusiasmo pelo Marcelo Médici, um dia antes do Marcelo aparecer na minha estréia trazendo chocolates (agora posso receber presentes!!!) O mundo, às vezes, faz muito sentido.

Encenação virtuosa sobrevive à sombra do passado
LUIZ FERNANDO RAMOS
CRÍTICO DA FOLHA

N ão há uma fórmula exata que defina os caminhos que levam um espetáculo a cair nas graças do grande público, mas dificilmente isso acontecerá sem a reunião de artistas talentosos. Quase uma década depois da montagem que bateu todos os recordes do teatro brasileiro e ficou 11 anos em cartaz, "O Mistério de Irma Vap", apresentado em nova versão, continuará arrebatando multidões. A dupla de atores que encara o desafio de reviver o milagre da primeira encenação sobrevive à sombra do passado e abrasileira em novos termos, com táticas semelhantes, este extraordinário fenômeno do teatro alternativo norte-americano. O autor, ator e encenador da primeira montagem, em 1984, Charles Ludlam, é um dos artistas geniais que, ao lado de nomes como Jack Smith e John Vacaro, revolucionaram a cena nova-iorquina em meados dos anos 60 propondo incisivamente a questão do gênero. Por meio de um cinema e teatro experimentais, que faziam da androginia e da irreverência sexual seus principais aríetes, criaram sofisticadas drag queens combinando alta e baixa cultura -a mais nobre dramaturgia com o melhor do teatro de variedades- e varreram os porões do Lower East Side de Nova York com sua imaginação. A estréia e o conseqüente êxito comercial de "The Mystery of Irma Vep", três anos antes da morte de Ludlam, foi, de fato, o coroamento do anarquista depois de uma trajetória de experimentação. No Brasil, a influência do chamado "queer theatre" (teatro gay) chegou, na sua vertente mais ardida e corrosiva, no início dos anos 70, por meio do espetáculo "Dzi Croquetes". Só em 1987, na encenação de Marília Pêra de "Irma Vap", com Marco Nanini e Ney Latorraca, é que se revelou ao público brasileiro a face mais madura, e comercialmente bem-sucedida, de Ludlam. Qual é o mistério de sucesso tão estrondoso?

Desafio
A peça é um pastiche de melodrama vitoriano e terror televisivo que faz destes suportes temáticos pretexto para uma proposta de encenação virtuosa. O que está em jogo é um desafio aos dois atores e aos contra-regras: dar conta de realizar um sem número de trocas de figurinos, numa velocidade alucinada, para mobilizarem diversos personagens cruzando-se aos pares, ao longo de quase duas horas. Isso pareceria insosso se, ao lado dos malabarismos e riscos de saltos sem rede, os atores não conseguissem cativar o público. É essa empatia, muito mais do que a ginástica nos bastidores, que garante o brilho do espetáculo. O toque de Midas, mais uma vez, deve ser creditado à direção de Marília Pêra, artista múltipla que, conhecendo de berço os segredos do cômico popular, guia dois expressivos comediantes da nova geração na empreitada. Cássio Scapin e Marcelo Médici compreendem que, a despeito da gincana de roupas e perucas, o fundamental é conquistarem o público. E isso o fazem bem, cada um em seu estilo, com tempos precisos e improvisos estratégicos. Como na primeira montagem, a química da dupla funciona e faz o riso correr solto na platéia. Uma novidade é o capricho e o requinte do cenário e figurinos de Fábio Namatame, também assistente de direção. Pesa, porém, a antigüidade de "Irma Vap", desgastada pela redundância de tantos carnavais. Mas, nessa brincadeira de gente grande, questões como originalidade e invenção ficam em segundo plano. Divertir o público é o foco, e para alcançar esta meta valem todos os truques, mesmo aqueles que sejam puros clichês, cópias deslavadas de um passado de glórias artísticas e econômicas.

O MISTÉRIO DE IRMA VAP
Quando: qui. e sex., às 21h30, sáb., às 21h, e dom., às 19h; até 7/12
Onde: Shopping Frei Caneca (r. Frei Caneca, 569, tel. 0/xx/11/3472-2229)
Quanto: R$ 60 (qui. e sex.) e R$ 70 (sáb. e dom.)



Escrito por Sérgio às 13h25
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Estreamos bem, e o espetáculo está amadurecendo.

Fotos de ensaio de Cris Mandelli:

 

 

Tatiana Passarelli e Lívia Simardi

Tati rosafágica

Tati e Mario Spatziani



Escrito por Sérgio às 12h53
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Sob Nova Direção!!!!!

Primeiro fruto da nova fase:

Miligramas por Mililitros de Tatiana Passarelli.

Quem viu UmBigo (e gostou) pode achar parecido. Mas esse projeto tem 5 anos na cabeça da Tatiana e dez dias na minha.

Fiquei oito anos cobrando riscos. Agora é minha vez de arriscar. Conto com os amigos para a crítica.

Estréia amanhã, sexta feira, à meia-noite. Depois, os rituais de praxe: Jantar no Piolim a 50%, festa no domingo no Gambiarra.

Venham!!!!!



Escrito por Sérgio às 12h41
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